segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Escolhas conscientes para uma carreira de sucesso

Quando você sabe para onde quer ir, percebe-se em movimento nesta direção e está bem resolvido com as renúncias necessárias para o alcance de seus objetivos

Li uma entrevista recente com o canadense James Cameron, diretor e produtor cinematográfico responsável por sucessos como O Exterminador do Futuro, Titanic e Avatar. Quando perguntado sobre o seu próximo projeto, ele afirmou: "Quantas revoluções uma pessoa pode desencadear ao longo de sua vida? Eu trato de consolidar a revolução 3D. Por isso me empenho tanto."

Cada vez mais as pessoas estão realizando inúmeros projetos em seu cotidiano de trabalho, mas poucas conseguem se manter focadas naquilo que é relevante para suas carreiras ou que lhes possibilitará deixar um legado nas empresas em que atuam.

Mas, por que isto é comum? Primeiramente porque nem sempre elas têm um propósito claro para as suas trajetórias profissionais, como ocorre com James Cameron, afinal de contas são tantas as opções que escolher torna-se uma tarefa complexa, desagradável e comprometedora. Assim, muitas preferem nem pensar neste assunto e seguem cantando: "Deixa a vida me levar..."

Profissionais preocupados por se manter em movimento e que deixam de refletir porque – e para quê – correm o tempo todo, sem avaliarem que ao final talvez nem tenham saído do lugar. "Mas, pelo menos abriram uma cova!", algum engraçadinho poderia sugerir. Esforço e energia jogados fora.

Invista seu precioso tempo para responder a algumas perguntas. A primeira delas: "Aonde você quer estar daqui a dez anos?" A partir daí será muito mais fácil distinguir o que é relevante daquilo que não tem importância alguma e defina metas-chave para a consecução deste seu objetivo final.

A segunda: "Você tem condições de chegar lá?" É decisivo avaliar até que ponto seu propósito é alcançável, pois algumas pessoas definem para si objetivos inatingíveis e vivem frustradas ou senão estabelecem metas sufocantes de curtíssimo prazo que as escravizam, sem saberem que a caminhada também precisa ser prazerosa. Ou seja, leve em conta suas competências e avalie se o tempo exigido para concretizá-las está sendo mensurado corretamente.

Por fim, o terceiro questionamento: "Você está disposto a sofrer as consequências de sua escolha?" Ao definir objetivos você se depara com a necessidade de renunciar a várias coisas que se tornam incompatíveis com o foco requerido pelo seu propósito maior. Isto explica porque a frustração muitas vezes é intrínseca à tomada de decisão consciente e muita gente desiste de suas escolhas durante a caminhada.

Quando você sabe para onde quer ir, percebe-se em movimento nesta direção e está bem resolvido com as renúncias necessárias para o alcance de seus objetivos, pode ter a certeza de que é um profissional em carreira ascendente.

Só tome o cuidado de compatibilizar seus objetivos profissionais àqueles estabelecidos para outros campos da vida, como o familiar e o financeiro, a fim de que o custo para atingir seu cume não seja caro demais e depois algum tempo você possa perceber que não valeu a pena chegar tão longe.

Fonte: Wellington Moreira é palestrante e consultor empresarial wellington@caputconsultoria.com.br

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

7 competências que o mercado busca nos profissionais

Domínio da tecnologia, foco em resultados e comunicação apurada estão entre as características mais procuradas pelas empresas

Quais são as características que um profissional precisa ter, além, é claro, daquelas específicas de cada ramo de atuação? Victor Martínez, especialista em treinamentos comportamentais e projetos de RH e CEO da Thomas Brasil, empresa especializada em gestão de pessoas, listou sete talentos que as empresas buscam nos profissionais. Veja abaixo:

1. Autogerenciamento - É a capacidade de motivação, disciplina e auto-avaliação do indivíduo. Trata-se do profissional capaz de realizar projetos, buscar soluções e identificar formas de implementar as soluções.

2. Comunicação múltipla - Segundo Martínez, o mundo é uma aldeia global, por isso, a capacidade de se comunicar de modo realmente eficaz em inglês deve ser prioridade em determinadas áreas. "Há outras formas de comunicação que devem ser exploradas, como por exemplo, a informática, os blogs, a intranet, os processos e sistemas de informação e transmissão de dados."

3. Negociação - Reflita sobre sua capacidade de negociação e dê atenção especial às suas habilidades nesse campo. Apresente suas ideias de forma clara e convincente e argumente de forma positiva, franca e objetiva.

4. Adaptabilidade - "Mudança é uma das duas grandes certezas da vida", diz Martínez. Por isso o profissional do futuro deve procurar prevê-las e antecipar-se a elas.

5. Educação contínua - Novidades tecnológicas, descobertas, novos processos mais eficazes aparecem a cada momento. Por isso, é fundamental a busca continua por aprimoramento.

6. Domínio da tecnologia - Como já dizia Ayrton Senna, tecnologia faz diferença. Use e fomente a tecnologia de ponta sempre que possível ou quando houver necessidade. Para evoluir nesse quesito, decrete sua própria obsolescência e parta para patamares mais altos de tecnologia.

7. Foco nos resultados - São os resultados que interessam, mas lembre-se que a ética deve ser respeitada. Na busca pelos resultados, as pessoas também são avaliadas por suas ações. Vale refletir e analisar o que você busca e o que agregará valor em termos de custos/esforço. Concentre-se nisso.

sábado, 15 de outubro de 2011

Projeto dificulta emissão de carteira de trabalho para adolescente

A proposta inclui na legislação trabalhista uma determinação do direito civil relacionada à capacidade, visando à proteção dos menores de idade

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1298/11, do deputado Padre Ton (PT-RO), que exige a presença de um responsável legal para que adolescentes de 14 a 16 anos solicitem a carteira de trabalho. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43) autoriza os próprios interessados a fazer o pedido da carteira.

De acordo com o autor, a proposta inclui na legislação trabalhista uma determinação do direito civil relacionada à capacidade, visando à proteção dos menores de idade.

"Entendemos que os responsáveis devam estar presentes no ato do pedido de emissão de carteira de trabalho. O adolescente de 14 a 16 anos também deve comparecer ao órgão", diz Padre Ton.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Proposta de teor parecido (PL 3126/04), do ex-deputado Eduardo Valverde (morto neste ano), foi aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público antes de ser arquivada ao final da legislatura passada.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Conheça as áreas mais estressantes para se trabalhar

Profissionais que desejam crescer nas organizações apostam em uma jornada de trabalho frenética e exaustiva para obter resultados

A possibilidade de um rápido crescimento dentro das organizações têm motivado cada vez mais profissionais a investirem em uma jornada de trabalho mais frenética e exaustiva. As metas, prazos e a excelência dos serviços passaram a ser essenciais para garantir não apenas o sucesso profissional, mas também uma carteira de clientes satisfeitos.

Hoje, por exemplo, não é raro encontrar executivos que, apesar do ritmo acelerado, realmente não se importem de trabalhar em segmentos reconhecidamente estressantes. Contudo, tal preferência se deve a um bom motivo: o perfil de cada profissional.

Na opinião da gerente da Divisão de Engenharia da Robert Half, Daniela Ribeiro, por exemplo, alguns colaboradores são atraídos para tais profissões justamente por seu perfil pessoal. “Existem executivos que não se adequam a trabalhos convencionais. Eles desejam um ritmo acelerado e gostam da correria. Tratam-se de pessoas dinâmicas, normalmente movidas por metas”, explica.

Geração Y

Quem conhece muito bem essa rotina de trabalho são os profissionais da geração Y. Ou seja, aqueles nascidos entre 1978 e 1999.

Acostumados com um ritmo de trabalho mais acelerado, os jovens de tal geração costumam ser ansiosos por natureza e têm pressa de subir na carreira. Para eles, as metas e o sistema de meritocracia adotado por algumas empresas não costumam ser um problema, mas sim uma solução para garantir o sucesso profissional.

“A geração Y espera resultados imediatos e apresenta uma necessidade de crescimento no curto prazo maior do que a da geração X. Por essa razão, esse ritmo de trabalho se adequa ao perfil deles”, diz Daniela.

As mais estressantes
Entre as áreas mais estressantes para se trabalhar que encontram-se em alta no mercado, a de auditoria, a financeira e a comercial costumam ter mais destaque. “Esses segmentos trabalham em cima de metas e resultados. Fazem parte deles, principalmente, os prestadores de serviços em geral”, informa Daniela. A relação completa das áreas apuradas encontra-se na tabela à seguir:
  • Auditoria
  • Financeira
  • Comercial
  • Tecnologia da Informação
  • Comunicação
  • Saúde
  • Acadêmica
 Fonte: Robert Half e Veris Faculdade
    Outro exemplo dado pela gerente diz respeito às companhias que atuam com Private Equity - atividade financeira realizada por instituições para desenvolver e alavancar empresas. “As pessoas que trabalham em organizações com esse perfil de negócios estão sujeitas a cobranças muito intensas. Como os objetivos são agressivos, eles [os profissionais] são pressionados para alcançar tais metas em troca de bonificações salariais”, explica Daniela.

    Fazem parte de tal lista, ainda, outras áreas como a de TI (Tecnologia da Informação) e a de comunicação, segundo informa o professor do curso de Gestão em Recursos Humanos da Veris Faculdade, Cristiano Luiz Rosa. “Os profissionais de TI, por exemplo, costumam ser mais introvertidos e apresentam dificuldade de verbalizar quando estão atravessando picos de estresse”, diz.

    quinta-feira, 6 de outubro de 2011

    30% dos profissionais recusam primeira proposta salarial

    Quando se trata de candidatos com mais tempo de experiência, mais da metade não aceita a primeira proposta oferecida 

    Cerca de 30% dos profissionais recusam a primeira proposta salarial para um novo emprego, segundo revela pesquisa realizada pela Catho Online com participação de 46.067 profissionais.

    De acordo com o estudo, entre os profissionais que já tiveram uma ocupação, 30,7% tentam negociar o salário ao participarem de um processo seletivo. Por outro lado, entre aqueles que estão buscando um emprego pela primeira vez, apenas 10% não aceitam a primeira proposta salarial.

    Já quando se trata de candidatos com mais tempo de experiência, como gerentes e diretores, mais da metade não aceita a primeira proposta oferecida.

    Negociação

    De modo geral, informa o levantamento, menos de 10% dos profissionais empregados trocam de empresa para ganhar um salário inferior. O percentual, contudo, sobe para 27% entre os que estavam desempregados.

    “Quando o profissional está ativo no mercado de trabalho ele se sente mais confiante para negociar e deixar seu emprego caso consiga uma oportunidade mais vantajosa. O desempregado, por sua vez, precisa de uma renda e por esse motivo, muitas vezes, acaba aceitando uma remuneração igual ou inferior a do seu último trabalho”, explica o diretor de marketing da Catho Online, Adriano Meirinho.

    No que diz respeito às negociações, o estudo aponta que a experiência aparece como peça fundamental de troca junto às empresas, sendo que, em média, a oferta inicial de salário costuma aumentar cerca de 17,4%.

    terça-feira, 4 de outubro de 2011

    Saiba como não frustrar alguém que deixou de ser promovido

    Habilidade para lidar com conflitos pode ser diferencial para devolver a motivação de colaboradores e redirecioná-los na carreira

    Mais do que se possa imaginar, a frustração também costuma se fazer presente nos bastidores de uma organização, especialmente quando aquela 'tão sonhada promoção' costuma ir por água abaixo.

    Nessas ocasiões, se calar ou reagir de forma impulsiva nem sempre é o ideal. É preciso ter habilidade para lidar com a perda de tal oportunidade e, acima de tudo, contar com a sorte de ter um gestor atento e habilidoso por perto.

    Na opinião do sócio-fundador da consultoria de gestão Muttare, Tatsumi Roberto Ebina, por exemplo, somente um bom líder pode fazer a diferença nessas situações e, quem sabe até, ser capaz de transformar uma possível frustração, em oportunidade. “Ao perceber uma baixa performance do profissional e até mesmo um certo abatimento, o gestor deve convidar o colaborador em questão para um bate-papo para detectar o que está acontecendo”, explica.

    Para ele, apenas desse modo é possível entender o ponto de vista do colaborador e então orientá-lo para que o mesmo possa buscar seus objetivos.

    Passo-a-passo
    Habilidades à parte, o importe é que o gestor esteja sempre um passo à frente de sua equipe e se antecipe à qualquer investida de colaboradores, que possam ter ficado insatisfeitos com a decisão.

    “Ele não deve esperar que um profissional o procure. Dependendo do perfil do contratado, tal questionamento pode ser feito de forma tempestiva e isso não é apropriado”, diz a manager da divisão de RH da Michael Page, Thais Teperman.

    Mas então, como solucionar a questão? Para Ebina, a maneira mais viável de resolver o impasse é realmente por meio de uma conversa, na qual o líder possa averiguar os motivos que causaram tal desmotivação. “Sem esse papo fica difícil não frustrar alguém que esperava uma promoção”, diz.

    Para entender a mente do profissional, o gestor deverá esclarecer as razões que levaram tal colaborador a crer que o mesmo possuía as habilidades necessárias para o cargo em questão. Feito isso, é preciso ser franco: se o mesmo achar que possuía a expertise necessária, o gestor deverá explicar as razões de sua escolha.

    “Um líder habilidoso deve sempre testar os funcionários que se acharem capazes por meio de novas oportunidades e desafios. Esse pode ser o diferencial para manter um profissional competente na empresa ou para perdê-lo para o mercado”, diz Ebina.

    Plano B
    Uma boa alternativa para quem deseja manter a motivação de seus contratados é aproveitar a ocasião para reverter o jogo. Ou seja, para traçar um plano de ação que possa estimular o desenvolvimento de certas competências. “Dessa maneira o contratado continuará motivado ao enxergar novas possibilidades”, orienta Ebina.

    E nada de comparações. Caso seja constatado que uma pessoa não possui o perfil mais adequado, o gestor precisa explicar como tal colaborador pode aprimorar seu trabalho se quiser ser promovido, e isso sem compará-lo a outros profissionais que possam ter tido um melhor desempenho.

    Profissional: como agir
    Uma boa dica para os profissionais que não possuem a sorte de contar com um líder atento por perto é convidar o superior para uma conversa. Nessa hora, nada de timidez ou grandes arroubos emocionais; a recomendação é sempre fazer uso do bom senso.

    domingo, 2 de outubro de 2011

    Empresas mudam mentalidade e valorizam mais a contratação de idoso

    As características do pessoal da terceira idade que chama a atenção são: gentileza, paciência, cortesia entre outras

    A situação do idoso no mercado de trabalho parece estar passando por um momento de transição. Se antes os mais velhos eram considerados superados pelos empresários, agora suas características pessoais estão sendo mais valorizadas.

    De acordo com o gestor de carreira da RH Capital, Sidney Alves, como as mudanças econômicas, políticas e sociais ocorridas no mundo ajudaram as pessoas a chegar à terceira idade com mais saúde, conhecimento e disposição, essa parcela da população não passa mais despercebida no mundo profissional.

    Uma pessoa da terceira idade possui certos diferenciais que as fazem mais interessantes na hora da contratação, comparando com os candidatos mais jovens. Nesse sentido, as principais características das pessoas mais experientes, destacadas por Alves, são gentileza, paciência, cortesia, atenção, tolerância e responsabilidade.

    Características pessoais
    Alves avalia que os mais velhos são mais assíduos, têm mais equilíbrio na hora de resolver conflitos e possuem mais zelo na realização de suas tarefas. “A força de vontade em mostrar resultados e o clima agradável que ajudam a construir no ambiente organizacional também são fatores positivos”, analisa o gestor.

    Falando em disposição para trabalhar, os idosos sentem necessidade de continuar trabalhando, sobretudo, para incrementar sua renda, já que o valor recebido pela aposentadoria e pensão muitas vezes não são suficientes para pagar os gastos familiares.

    Outras vantagens ao contratar um profissional da terceira idade é a baixa rotatividade, a prioridade em fila para as pessoas com mais de 60 anos, o transporte gratuito para aqueles que tem mais de 65 anos e a experiência adquirida durante a vida.

    Ainda, a legislação não faz diferença, em relação aos direitos, deveres e obrigações, na contratação de um profissional da terceira idade, explica Alves. O benefício de quem se aposentou por idade não sofre nenhuma alteração se o profissional optar por continuar na ativa. Já quem se aposentou por invalidez, perde o benefício caso volte a trabalhar.

    Agregando valor ao negócio
    Quando o assunto é contratar um profissional da terceira idade, Alves observa que as empresas aproveitam essa mão de obra para agregar valor ao negócio. Nesse sentido, destaque ao âmbito social, já que contratar um idoso é uma forma de contribuir com a sociedade.

    O trabalho melhora a qualidade de vida, tanto financeiramente quando psicologicamente, já que quando a pessoa está empregada, se sente útil para a sociedade, acredita Alves.