segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Skype: preparo e disciplina são fundamentais nas entrevistas de emprego


Tendência no país, uso de vídeo chat impõe regras de etiqueta aos candidatos que utilizarem o recurso para fins profissionais

O uso do Skype como ferramenta de áudio e vídeo para fins corporativos tem crescido nos últimos anos. A tendência observada nas empresas promete não só agilizar os processos de seleção, mas também facilitar o relacionamento de profissionais com as organizações, independentemente da distância entre eles.

O uso de tal recurso, no entanto, exige preparo e disciplina, especialmente quando esta ferramenta é aplicada para fins profissionais, tais como reuniões e entrevistas de emprego. Neste segundo item, por exemplo, é preciso atenção redobrada para assegurar a transmissão de uma boa imagem.

De acordo com o headhunter da Michael Page, Marcelo Cuellar, o local onde a entrevista será realizada precisa ser avaliado com cautela. “O ideal é que o contato seja feito de um ambiente mais reservado e tranquilo, onde o profissional não seja interrompido e possa se concentrar na entrevista”, informa.

Tal precaução costuma ser importante em uma primeira avaliação, principalmente porque a primeira impressão é a que fica. Por isso, prefira locais particulares que, de preferência, apresentem boa iluminação.

“As lan houses devem ser evitadas, por conta da falta de privacidade e do excessivo barulho presente em tais ambientes”, aconselha a sócia-gerente da filial de Curitiba da Asap, Mariciane Gemin.

Fique atento

Antes da entrevista, é importante observar alguns pontos que podem determinar como positivo ou negativo o desempenho de cada profissional.

O primeiro deles diz respeito ao horário. Assim como em uma avaliação formal, os recrutadores responsáveis pelo processo de seleção virtual também valorizam a pontualidade dos candidatos. Por esta razão, momentos antes da entrevista, o trabalhador deve se certificar do correto funcionamento de seus equipamentos de áudio, vídeo, bem como de sua conexão.

“Quando os problemas de conexão inviabilizarem o processo de seleção, a entrevista costuma ser reagendada”, esclarece Mariciane.

Apresentação para a cam

Seguindo este raciocínio, tal como em uma avaliação presencial, a virtual também exige dos candidatos uma apresentação adequada. Afinal, não é porque a entrevista será realizada de casa que os trajes tenham de ser informais.

“Não é necessário apresentar-se de forma social, mas é importante que o candidato tenha em mente que também não pode aparecer com uma roupa impessoal ou despojada demais”, esclarece Mariciane.

Caso seja impossível se produzir da forma mais apropriada para a ocasião, o recomendado é que o candidato tente remarcar a entrevista ou posicione antecipadamente o recrutador sobre seus trajes.

Fuja dos erros

Um dos erros mais comuns observados pelos recrutadores neste tipo de avaliação é a dispersão dos candidatos. Hoje, não é raro encontrar pessoas que se esqueçam da seriedade de um processo de seleção feito à distância. “Alguns candidatos, por estarem na frente do computador, se distraem com a navegação em outros sites ou mesmo com o próprio BlackBerry e iPhone”, informa Cuellar.

Outro problema observado é a atenção à câmera, já que a timidez ou pouca familiaridade com o recurso fazem com que os profissionais fujam do contato direto com este equipamento – o fato que não costuma ser bem visto pelos recrutadores, que preferem 'olhar' para os interessados nas vagas.

“Os profissionais precisam se lembrar que estão diante de uma câmera e prestar atenção ao que fazem diante deste equipamento, afinal, outras pessoas estão observando suas atitudes. Olhar para a cam em uma entrevista é fundamental”, avalia Mariciane.

Para a diretora da Stanton Chase, Selma Morandi, a linguagem utilizada também pode ser um dificultador durante os processos de seleção. “Os profissionais não devem ser prolixos em uma entrevista ou utilizar gírias. É preciso ter atenção e responder apenas aquilo que é questionado”, declara a diretora.

Também não é apropriado desconhecer totalmente o ramo de atuação da empresa que está recrutando. “É preciso ter familiaridade e mostrar conhecimento sobre o mercado para o qual a vaga é destinada. Outra dica importante é fugir do uso da primeira pessoa e atribuir as conquistas à equipe de trabalho, sem querer ter o mérito exclusivo de qualquer feito em âmbito profissional”, informa Selma.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O poder do Sorriso

Uma simples risada move 28 músculos da face. Um deles, o zigomático, eleva os cantos dos lábios. Já o orbicular faz os olhos se contraírem, formando o famoso pé-degalinha. É ele o responsável pelo verdadeiro sorriso, aquele que demonstra a emoção pura. Isso porque ele se contrai e se distende involuntariamente. O sorriso sincero cria empatia. “O sorriso une as pessoas”, diz o médico Eduardo Lambert, autor do livro A Terapia do Riso (Editora Pensamento).

Quem trabalha em uma empresa de cultura mais sisuda e já teve a oportunidade de conhecer um ambiente de trabalho mais descontraído, onde há bom humor (e risadas são permitidas), nota logo a diferença. Alguns estudos recentes comprovam que sorrir ajuda a fazer conexões, dá dinheiro e, além de tudo, faz bem à saúde. Veja abaixo:

1 Mais sérias 84% dos homens afirmam rir muito. Já entre as mulheres, apenas 68% dizem o mesmo. Elas acreditam que é arriscado demonstrar muita alegria no trabalho — pega mal. Enganam-se: os homens entrevistados afirmam que não as considerariam menos sérias ou menos competentes se elas rissem com mais frequência.

2 O chefe ri, todos riem O escritor americano Robert R. Provine, autor do livro Laughter: A Scientific Investigation (“Risada: uma investigação científica”, em tradução literal para o português), descobriu o que todo funcionário já sabe: quando o líder faz uma gracinha, seus funcionários riem muito mais do que quando um colega conta a mesma anedota.

3 Sorrir faz bem ao coração Ao comparar as atitudes de 150 pessoas que sofreram infarto e 150 pessoas sadias, Michael Miller, cardiologista da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, chegou a uma conclusão: quem dá mais gargalhadas evita problemas cardíacos.

4 Quem ri por último ganha mais O pesquisador Fábio Sala, da Universidade de Boston (EUA), conduziu um estudo com executivos avaliados como excelentes e medianos. Os profissionais acima da média foram, durante a entrevista, duas vezes mais bem-humorados que os executivos de desempenho mediano. Ao analisar os salários dos entrevistados, Fábio percebeu que os que riram mais ganham mais.

Para curtir
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Logística: mercado oferece cursos, mas ainda precisa melhorar, diz Aslog

Para associação, graduação em logística no país ainda está longe atender as expectativas do mercado de trabalho

A área de logística no País está longe de atender às expectativas do mercado de trabalho, afinal, o número de cursos de graduação em tal segmento ainda se mostra inferior ao esperado. Outra questão é que, além das poucas universidades disponíveis, e que possuem tal curso em sua grade curricular, o mercado também sofre com a falta de preparo dos profissionais, que ficam à mercê de uma formação condizente com a realidade vivenciada nas empresas.

Para o membro do Conselho Deliberativo da Aslog (Associação Brasileira de Logística), Mauro Henrique Pereira, parte deste problema é causada pela recente inclusão do tema logística nas faculdades. “A logística passou a ter mais importância no Brasil nos últimos 20 anos. A área ainda é vista como uma novidade no mercado e, consequentemente, pelas graduações universitárias”, explica. “O mercado oferece cursos, mas ainda precisa melhorar”, completa.

Cursos disponíveis

Atualmente, é possível encontrar no Brasil cursos de dois anos para a formação de tecnólogos no segmento, bem como pós graduações. As opções ainda são poucas, mas já costumam ser visadas por profissionais que possuem experiência no setor e que desejam aperfeiçoar seus conhecimentos na área.

“O curso de tecnólogo surgiu nos últimos cinco anos, sendo que nos últimos dois, a FGV também passou a oferecer formação na área. Na instituição em questão, o curso costuma ser mais completo, já que tem duração de quatro anos”, orienta o diretor geral da Autlog, empresa de logística de material promocional, Flávio Augusto Abrunhoza Filho.

Experiência em primeiro lugar
Formação à parte, neste mercado, por tradição – já que os cursos para o segmento eram poucos -, a valorização da experiência adquirida costuma vir em primeiro lugar.

“Como tal mercado é formado por trabalhadores que consolidaram sua carreira neste setor, costumamos priorizar aqueles que possuem experiência comprovada. Entretanto, nada impede de contratarmos alguém que tenha formação na área", esclarece Pereira. Para ele, na presença de duas pessoas experientes, sendo uma delas graduada, a vantagem fica com quem possui a formação.

Perfil profissional
Por se tratar de uma profissão que atua em conjunto com outros setores, a área de logística tende a concentrar um grande número de profissionais de outras formações. Esta interação abrange desde engenheiros, que atuam na logística de empresas ligadas à construção civil, até administradores e advogados.

“Na minha empresa atuam nesta área advogados e farmacêuticos. O fato deles já possuírem conhecimento do setor jurídico e químico, respectivamente, favorece a comunicação com os clientes e ajuda o processo interno, que acaba sendo executado com mais precisão”, diz Abrunhoza Filho.

Para se ter uma ideia, hoje, as indústrias em geral (automotiva, construção civil, entre outras), bem como as empresas de serviço e de telecomunicações, costumam apresentar atividades logísticas. Tal fato tende a favorecer a contratação de profissionais com outras especializações.

O que faz
Os profissionais de logística são responsáveis pelo planejamento, transporte, entrega e armazenagem de materiais dentro de uma determinada cadeia produtiva.

Para exercer está função, são necessárias habilidades ligadas à integração de processos, familiaridade com sistemas e competências específicas, que dizem respeito à capacidade de negociação com clientes e fornecedores. “Conhecimentos de estatística, matemática financeira, agilidade e raciocínio lógico também são valorizados”, diz Pereira.

Além disso, é importante que os profissionais deste segmento se mantenham atualizados quanto às tecnologias do setor. “Como muitas empresas distribuem seus produtos em âmbito nacional, é interessante que os profissionais tenham noções de rotas, cálculos de distância e que saibam operar os equipamentos disponíveis nos veículos, que hoje são mais complexos que os do passado”, diz Abrunhoza Filho.

Quanto se ganha
Os interessados em aprofundar sua carreira neste setor podem ser favorecidos com bons salários, principalmente enquanto a mão de obra qualificada ainda for escassa no País.

Para se ter uma ideia, hoje, um profissional em início de carreira, que atue na área administrativa, por exemplo, pode receber uma remuneração de R$ 2 mil – se estiver cursando graduação para tecnólogo. Já alguém mais experiente, que ocupe cargos de gerência, pode receber de R$ 5 mil a R$ 7 mil.

Os salários mais interessantes, no entanto, ficam para os altos cargos administrativos. Os diretores de logística, por exemplo, podem receber de R$ 12 mil a R$ 20 mil.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Perfil da geração Y e carreira no setor público: será que combinam?


Profissional da geração Y tem que analisar perfil profissional com características do emprego na área pública 

Apesar das claras vantagens em optar por uma carreira pública, em especial no que diz respeito à estabilidade profissional e, consequentemente, financeira, os indivíduos da geração Y nem sempre conseguem se adaptar ao perfil desse modelo de trabalho e o resultado, muitas vezes, acaba sendo uma grande frustração.

Atraídos por salários altos e por um emprego não tão marcado pelos altos e baixos da carreira no setor privado, homens, mulheres, jovens e velhos dedicam horas de estudo para passar em um dos diversos concursos públicos oferecidos no País.

A grande questão é, será que a geração Y (indivíduos nascidos depois de 1980), formada por profissionais que gostam de diferentes experiências, de desafios, de empreender e de crescer rapidamente, seria feliz em uma carreira pública? A diretora da Gutenberg consultoria, Denize Kallas, explica que a carreira pública é, sim, uma boa opção, no entanto, apenas para aqueles que, apesar de pertencer à geração Y, não compartilham das mesmas características que definem esse grupo de pessoas.

“É importante lembrar que muitos jovens da geração Y não têm as principais características dessa geração. O que é preciso, antes de tudo, é avaliar as características da pessoa”, explica Denize.

Quais são seus valores?
Ter nascido a partir de 1980 não é razão suficiente para afirmar que todos esses indivíduos serão iguais. A influência da família e das experiências de vida serão essenciais na definição de seus valores particulares. Nesse sentido, a coaching da Blumen Consultoria, Yamara Pereira Pinto, aconselha que antes de decidir seguir por uma carreira pública, privada, ou mesmo iniciar o próprio negócio, é essencial avaliar seus valores.

O primeiro passo é observar quais são os desejos e motivações que fará o profissional feliz. É comum que as pessoas que tiveram uma infância complicada e viram os pais passarem dificuldades financeiras busquem empregos mais estáveis e, portanto, apesar de pertencerem à geração Y, ter estabilidade financeira está acima de tudo.

Por outro lado, também acontece de profissionais traumatizados por terem perdido o emprego resolverem mudar tudo e seguir para a carreira pública. Nesse caso, o indivíduo precisa avaliar se as habilidades que ele precisará desenvolver na carreira pública terá valor para ele. As coachings de carreiras concordam neste ponto: a análise critica será o ponto chave.

“O jovem precisa atentar para a importância de fazer essa crítica, entender que não basta só ver a carreira que está na moda, o que o mercado esta pedindo, mas ver se aquilo esta compatível com o que você quer para sua vida”, afirma Yamara.

Geração Y versus carreira pública
No geral, a geração Y é definida por ser uma geração dinâmica e que quer respostas rápidas, inclusive quando o assunto é ascensão profissional. Ela não tem paciência para esperar e quer interagir com tudo e todos, através dos mais diversos e modernos recursos tecnológicos.

Quando entra em uma empresa, busca um plano de carreira e, através de seu desempenho, do seu trabalho, almeja cargos melhores e salários mais altos. Yamara também complementa que essa geração não tem muita facilidade em aceitar regras ou respeitar hierarquia: “é uma geração que quer discutir, argumentar, questionar”.

Nas carreiras públicas, por outro lado, a realidade é um pouco diferente. O modelo é mais “emperrado” e é preciso estar consciente que nem sempre subir de posição vai depender exclusivamente dos méritos alcançados pelo profissional. A chamada meritocracia não é tão forte e presente nos órgãos públicos quanto é no setor privado. A questão política será muito presente, ou seja, dependendo dos contatos e das amizades que são feitas, o profissional terá mais chances ou não.

No meio dos prós e contras das carreiras públicas e privadas, seguir algumas dicas podem ajudar o profissional a tomar a decisão mais assertiva. O diretor da Central de Concursos, José Luís, aconselha os interessados a conversar com os profissionais que já estão atuando em alguma carreira pública. Dessa forma, é possível entender com funciona o sistema, se existe e é respeitado algum tipo de plano de carreira e se algum aspecto do trabalho não condiz com suas expectativas profissionais.

“Necessidade e felicidade tem de andar juntas”, finaliza Luís.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Por que as empresas querem saber da sua vida pessoal?

Perguntas desse tipo sinalizam questões que vão ser aprofundadas ao longo do processo de seleção

Além de um exaustivo questionamento sobre as experiências profissionais e acadêmicas, os conhecimentos, as habilidades e os cursos que o candidato fez durante sua vida, na hora da seleção, as empresas também querem saber sobre a situação amorosa e se os concorrentes moram sozinhos, com os pais ou com amigos. Mas, para que tudo isso?

Alguns consultores de recrutamento e seleção concordam que as perguntas são importantes e têm seus objetivos, mas avisam, elas apenas sinalizam questões que podem vir a ser confirmadas ou não. Por exemplo, estar perto dos 30 anos e morar com os pais é algo que determina que a pessoa é acomodada? Não necessariamente.

O gerente de relacionamento da Foco Talentos, Gustavo Nascimento, explica que os recrutadores partem dessa resposta para compor o perfil do candidato. Logo, sabendo que o profissional está numa faixa etária relativamente avançada, e ainda mora com os pais, o recrutador vai tentar detalhar mais essa questão.

O aprofundamento é importante porque a resposta em si não é suficiente para determinar muita coisa. “Muitas vezes o candidato tem 30 anos, mora com os pais, mas é o responsável por quase todas as contas em casa. Assim como tem candidato que mora sozinho, mas os pais pagam todas as contas e ele não tem responsabilidade com nada”, avalia Nascimento.

Serão determinantes, portanto, as demais perguntas que vão ser feitas ao candidato. Ou seja, só com mais elementos em mãos, como, no caso do candidato morar sozinho, qual sua fonte de renda, quem paga o aluguel, porque ele optou por sair de casa, qual a relação que ele tem com a família, é que será possível traçar seu perfil.

O perfil da empresa exige

Há casos também em que as empresas simplesmente fazem esse tipo de pergunta porque querem profissionais que se encaixem no perfil da companhia. No caso da seleção de estagiários, por exemplo, tem empresas que preferem pessoas que morem com os pais, pois acreditam que, por conta disso, elas têm uma base familiar mais forte, fato muito valorizado pela empresa em questão.

De acordo com o diretor da Bazz, consultoria de recursos humanos e coaching, Celso Bazzola, “tem empresas que prezam o convívio familiar e vão preferir aqueles estagiários que ainda vivem com seus pais”. Vale ressaltar que isso não deve ser entendido como uma questão de preconceito, mas sim de enquadramento de perfil.

Um caso clássico, no qual a pergunta de ser solteiro ou casado pode acabar interferindo na contratação, é na seleção de vendedores e profissionais para as vagas de eventos. Essas vagas requerem grande flexibilidade da pessoa por conta da alta frequência de viagens. “Quando a pessoa é casada, tem filhos, dificilmente terá tanta disponibilidade”, pontua Bazzola.

Se parece lógico que se uma pessoa está nesta situação ela não irá se candidatar a esse tipo de vaga, nem sempre as coisas são bem assim. De acordo com a consultora de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Mailara Germano, na ânsia por conquistar o emprego os candidatos acabam afirmando que possuem muito mais flexibilidade do que na realidade têm.

A pergunta que aborda o seu estado civil e os dependentes serve justamente para confirmar a situação. “Para saber da sua flexibilidade, é sempre preciso saber como é sua estrutura familiar, ou seja, quantas pessoas dependem dele, tanto financeiramente quanto psicologicamente”, observa Mailara.

Mas, de qualquer forma, isso também vai depender muito da realidade do candidato. “Tem pessoas casadas há anos que o companheiro também está em um cargo no qual tem que viajar muito. Nesse caso, por exemplo, não haverá interferência".